sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Croácia à mesa


As minhas desculpas. Mas, nestas férias o registo (sobretudo o fotográfico) da gastronomia local foi relegado para último plano. Mais por incúria da repórter de serviço que por falta de motivos de reportagem, naturalmente.
A cozinha croata é diversa e resulta da fusão de uma série de influências transfronteiriças, sobretudo vindas das vizinhas Itália, Hungria e Bósnia-Herzegovina.
Ao longo da belíssima costa do Adriático, bem como nas diversas ilhas, predominam os peixes (sobretudo a dourada) e os mariscos, fresquíssimos, preferencialmente servidos grelhados. A variação mais frequente é o sempre apetecível spaguetti al fruti di mari, reflexo da influência veneziana e referência obrigatória nas cartas de qualquer restaurante de Dalmácia (zona costeira do centro da Croácia). Desta região, destacam-se ainda o salame e o queijo de cabra (óptimo!!)

Em Zagreb, as atenções recaem sobre os goulashes, reminiscências do domínio húngaro no território.
De visita a Ljubljana, paragem obrigatória no mais famoso restaurante da capital eslovena: o Sokol, onde se podem provar variadíssimas especialidades típicas do país, sobretudo à base de rena, veado e cavalo: http://www.gostilna-sokol.com/

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Por falar em pic-nic...


Nos próximos dias.... vou fazer muitos! Na praia, na floresta, por onde passar.
Finalmente vou de férias!
Até já!

Cookies

Com chocolate ... ou com canela?


Ideais para levar para um pic-nic, por exemplo, estas bolachinhas fazem as delícias de crianças e adultos. Com o tempo quente, há que ter apenas o cuidado de não as deixar ao calor muito tempo, na medida em que o chocolate das pepitas derrete com enorme facilidade.
Aproveitei a massa para testar umas com canela e ficaram aprovadas.

350 grs de farinha
200 grs de açúcar branco
75 grs de açúcar demerara
200 grs de manteiga
1 ovo
1 gema de ovo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
75 grs de pepitas de chocolate
(cacau em pó)
(canela em pó)

Misturam-se a farinha, os açúcares, o bicarbonato e a colher de chá de sal. Derrete-se a manteiga e deixa-se arrefecer um bocadinho. Fazemos um buraco na farinha e introduzimos o ovo, a gema e a manteiga. Trabalha-se a massa até fazer uma bola que se despega facilmente da taça.
Dividi este preparado 3, num acrescentei pepitas de chocolate, noutro cacau em pó e pepitas de chocolate e, no último, optei por adicionar canela.
Fiz bolinhas, coloquei-as no Silpat, e achatei-as com a palma de mão. Foram ao forno por uns minutos e arrefeceram numa grelha.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Doces d’ovos com amêndoa

Das ideias simples…


Não sei se já terei tido aqui oportunidade para dizer que tenho a sorte de receber todas as semanas produtos fresquíssimos vindos da quinta da minha avó. Os ovos que me manda são fabulosos e dão uma cor fantástica a tudo o que faço com eles.
Aproveitando que tinha imensos ovos e que estou prestes a ir de férias, lembrei-me de os aproveitar fazendo estes pequenos docinhos, acompanhamento perfeito para o café, o chá, ou mesmo sem qualquer companhia.
São precisos 18 ovos + 2 (na verdade, são apenas 18 gemas + 2), 250 grs de açúcar, 100 grs de água, farinha q.b., amêndoa laminada q.b. e açúcar em pó q.b..
Leva-se a água e o açúcar ao lume (15 minutos depois de levantar fervura, ou até ficar em ponto). Retira-se do quente e deixa-se arrefecer. Quando aparentar estar morno, juntam-se as 18 gemas de ovo. Leva-se de novo ao lume para cozer, sem parar de mexer, até começar a soltar-se do tacho.
Nessa altura, verte-se para uma taça, até que arrefeça e ganhe solidez. Eu deixei umas 12 horas no frigorífico.
Depois, com as mãos enfarinhadas, fazem-se pequenas bolinhas (voltei a leva-las ao frio porque é muito difícil trabalhá-las quando ficam moles). Passam-se por gema batida (as tais +2) e fazem-se rolar sobre amêndoa laminada torrada, levemente partida com as mãos. Polvilham-se com açúcar em pó de colocam-se em forminhas de papel.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Salada de 2 queijos com tiritas crocantes


Jantar no terraço numa belíssima noite de verão tem os seus inconvenientes. Posso garantir que as fotografias não fazem jus à salada...
alface frisada
rúcula
rúcula selvagem
tomate
mozzarella fresca
queijo feta
duas folhas de massa brick
manteiga

Para o molho:
azeite
sumo de limão
sal.q.b.
pimenta q.b.
1 colher de chá de mostarda de Dijon

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Fusilis de 4 cores com verdes e molho roquefort



Uma massinha multivitaminada para não desidratar:
Fusilis de 4 vegetais
espinafres
agrião
courgete cortada aos palitos
1/2 cebola picada
1 dente de alho
125 grs de iogurte natural (quem não tiver problemas com gorduras pode substituir por natas)
2 colheres de sopa de roquefort
sal q.b.
azeite q.b.
parmesão q.b.
aneto q.b.

Enquanto a massa coze em água, sal e um fio de azeite (6 minutos), salteiam-se os legumes (primeiro a curgete, depois os espinafres e o agrião) em azeite, alho e cebola. Juntam-se o iogurte (ou as natas), o roquefort e uns fiozinhos de aneto. Polvilha-se, por fim, generosamente com parmesão ralado.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Muffins de cacau com coração de chocolate


O post destes bolinhos andava embruxado. Primeiro, apaguei a fotografia por engano quando fui de viagem, depois, na segunda vez que fiz os muffins, e em plena sessão fotográfica, fui atacada por uma legião de vespas... abortando a tentativa de registo.

Bom, mas como à terceira foi de vez, aqui fica:

200g farinha
75g manteiga sem sal
85g de açúcar
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de fermento em pó
uma pitada de sal
1 iogurte natural,
1 copo de iogurte de leite
1 ovo
2 colheres bem cheias de cacau em pó
Quadradinhos de chocolate preto

Misturei os ingredientes secos (à excepção do cacau) numa taça. Derreti a manteiga e adicionei os restantes ingredientes líquidos. Juntei líquidos e sólidos e, a esta massa, o cacau. Enchi até meio cada forminha com este preparado, introduzi 2 quadrados de chocolate e voltei a verter a massa achocolatada. Foram ao forno por 15 minutos.

Posso dizer que estes muffins bateram recordes de pontuação!
As imagens falam por si:

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Salada morna de feta e amêndoa


alface frisada
rúcula selvagem
tomate, cortado aos cubos
pepino, cortado aos cubos
maçã, cortada aos cubos
azeite
vinagre de cidra
sal.q.b.
pimenta q.b.
queijo feta
amêndoa laminada
cebolinho

Enquanto se preparam os frescos, levam-se as tiras de queijo feta ao forno até ameaçarem derreter. Aproveitando o quente do forno, tostam-se também as lâminas de amêndoa.
Dispõem-se a alface, a rúcula, o tomate e o pepino. Tempera-se. Acrescenta-se a maçã, o queijo feta e a amêndoa. Rega-se com mais um bocadinho de azeite e polvilha-se com cebolinho picado.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Semi-frio de chocolate e stracciatella

Por ora, e na ausência de melhor baptismo, fica assim entre nós conhecido.
Este semi-frio foi surgindo… tal qual como ele se dispõe: às camadas, uma de cada vez…
Estava uma belíssima manhã de sábado, cheia de sol, mas o trabalho em espera afastou qualquer ideia de ir a banhos. (Mais ou menos) conformada, preparei um chá de sencha e liguei o portátil. Entretanto, lembrei-me que tinha convidados no dia seguinte e que podia aproveitar o facto de estar retida em casa para ir adiantando a sobremesa. E foi o que fiz.
O ponto de partida desta sobremesa era o de ser feita com o que tinha em casa porque sair para o supermercado estava fora de questão. Comecei, então, por preparar uma base de bolacha, juntando às bolachas de aveia, um pouco de manteiga e bocadinho de leite. Forrei uma forma de fundo amovível e levei-a ao frio. Numa taça grande bati um pouco as natas frescas, juntei o leite condensado, o mascarpone e 7 folhas de gelatina, devidamente demolhadas. Dividi o preparado em duas partes. Numa juntei uns iogurtes de stracciatella perdidos no frigorífico e prestes a soçobrar. Adocei um bocadinho. Verti sobre a forma e levei imediatamente ao congelador para solidificar. À restante parte juntei umas colheradas de cacau em pó e mexi bem. Quando a parte branca aparentava estar firme, sobrepus a camada de chocolate. Deixei solidificar no frigorífico e fui trabalhar.
À hora do almoço, quando voltei à cozinha, achei que o doce precisava de um 4º andar. Nada mais me ocorreu olhando para o que tinha no frigorífico senão bater simplesmente umas natas (com açúcar em pó), ao que juntei 2 ou 3 folhas de gelatina demolhadas .
Ficou no frigorífico até à hora de ser servido, altura em que recebeu um generoso topping de cacau em pó.

300 grs de bolachas de aveia
80 grs de manteiga
Leite q.b.
2 pacotes de natas frescas
1 lata de leite condensado
3 iogurtes de straciatella
100 grs de mascarpone
2 colheres de açúcar em pó
3 ou 4 colheres de sopa de cacau em pó
9 folhas de gelatina
1 pacote de natas
2 colheres de açúcar em pó
Cacau em pó para polvilhar

À noite fiz umas trufas de chocolate negro para oferecer com o café. Mas, na hora de preparar a sobremesa, decidi aproveitar algumas para o decorar.

Fica aqui também a versão individual:

terça-feira, 24 de julho de 2007

Salada de camarão com molho de framboesas


É muito fresca.
E o contraste dos sabores (o camarão, o abacaxi e o molho) dá-lhe um toque exótico muuuuuito agradável.
camarões
folhas de alface frisada
folhas de alface roxa
folhas de rúcula selvagem
tomates cereja
abacaxi
framboesas
sementes de sésamo
pinhões
(flores comestíveis)

Para o molho :
75 grs de framboesa
azeite q.b.
vinagre de xerez q.b.
flor de sal q.b.
pimenta preta q.b.
água q.b.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Amuse-bouches de salmão fumado

Para dias quentes, servidos fresquinhos…



salmão
requeijão
pinhões
aneto
cebolinho
sumo de limão
Para melhor resultados, os rolinhos devem ir ao congelador por uns minutos para ganharem solidez e, assim, se cortarem mais facilmente.

Estes não tiveram essa sorte...


As simple as it gets.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Noruega


A viagem pelos fiordes da Noruega é uma experiência inesquecível.
Absolutamente fabulosa.
Priceless.

Deve haver poucos lugares no mundo com os quais a natureza tenha sido tão generosa.

Também as pessoas me surpreenderam contrariando completamente a ideia que tinha dos nórdicos, de gente fria e distante. Pelo contrário, os noruegueses são muitíssimo simpáticos, afáveis e disponíveis. “Vê-se que estão de bem com a vida”, comentou o meu companheiro de bordo, realidade a que não é alheio o facto de viverem tranquila e desafogadamente (o ordenado mínimo nacional ronda os 2500 euros, a segurança social e o sistema de saúde são do outro mundo).

Infelizmente, os índices de desenvolvimento e de riqueza do país têm reflexo inevitável no custo de vida. E que custo de vida!!!
Os preços são completamente absurdos para o comum do turista, sobretudo se o turista for português.
Portanto, esta não foi a viagem dos grandes restaurantes, dos passeios pelas lojas, das incursões pelas delis locais, das malas cheias de produtos gourmet.

Digamos que a vista comeu mais do que o estômago.

De qualquer forma, a gastronomia também não é o forte da Noruega (não se pode ter tudo!!)
O mais típico, pode dizer-se, são as sandes de camarão e de salmão selvagem fumado.
Mas, da gastronomia norueguesa fica ainda o registo de um dos mais emblemáticos spots turísticos: o famoso fish market de Bergen.





Ah, o bacalhau, da Noruega, claro...

terça-feira, 10 de julho de 2007

Beliche de arroz doce semi-gelado


Preparei o arroz doce como habitualmente, deixando-o bastante leitoso. Deixei arrefecer e levei-o ao frigorífico, onde permaneceu durante umas horas.
No entretanto, fiz umas telhas de chocolate.
Na hora de servir, moldei o arroz doce em bolinhas e montei o “beliche”: uma bola de arroz doce, uma telha, outra bola de arroz doce e, por fim, chuva de cacau em pó.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Silly Season

É oficial: entrámos na pré-silly season. Não fosse a campanha para a Câmara Municipal de Lisboa - que nos vai entretendo com fait divers em torno do Toy e do seu não-concerto, e chega a ocupar 8 páginas em alguns jornais (o que deriva mais da proliferação de candidatos que da existência de iniciativas ou ideias dignas de registo)- e a notícia de um ou outro alto dirigente do mais respeitável corpo policial do país levar algum ao bolso (e a corrupção já nem sequer é notícia em Portugal) teríamos já entrado na dita época.
Bom, o que é certo é que o abrandamento do fluxo noticioso é já evidente e- presumo- a blogosfera não será excepção.
Tudo isto para dizer que também aqui as notícias vão começar a rarear, porque as ausências são agora cada vez mais frequentes. O tempo livre quer-se passado na praia, os fins-de-tarde ficam curtos para cozinha, os jantares são cada vez menos passados em casa. Foi o que aconteceu este fds. Aqui apenas se cozinhou esta pasta, preparada enquanto o sol de domingo baixava.

Cozido o penne al dente, passou por azeite e alho, onde alguns pinhões também já alouravam. Juntaram-se algumas pontas de espargos verdes (cozidas à parte) e algumas folhas de espinafres salteadas em azeite. Por fim, adicionei cerca de 125 grs de requeijão e uns raminhos de tomilho-limão.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Trufas crocantes de atum


3 latas de atum em azeite
150/200 ml de molho bechamel
1 colher de tomate seco cortado ao pedacinhos
2 colheres de sopa de aveia
molho de soja
sementes de papoila
sementes de sésamo
pimenta

terça-feira, 3 de julho de 2007

Salada verde com manga e camarões picantes


O tempo quente de verão teima em não aparecer mas as saladas são bem-vindas na mesma.
À alface e à rúcula, juntam-se umas fatias de manga, uns pinhões tostados e uns camarões vindos do forno, depois de marinados em azeite, alho, tabasco, óleo de sésamo, sementes de sésamo e flor de sal.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Risotto de couve-flor com camarões crocantes



Sempre gostei muito de couve-flor. Quando vi que seria a rainha desta quinzena logo me ocorreram várias ideias de como a preparar, mas nenhuma passava pelo risotto. O tempo voou, entretanto. E as ideias não conseguiram passar disso mesmo.
Em compensação, a inspiração do momento (em que estava debruçada sobre o balcão dos mariscos do supermercado, num dia destes,) deu origem a um prato com entrada directa no top ten.

Este risotto superou largamente as expectativas e será, certamente, repetido muitas e muitas vezes. E os camarões? De estalo!
O risotto foi feito à semelhança de todos os outros que se fazem nesta cozinha: comecei por fazer um caldo de legumes (onde a couve-flor foi cozida por breves minutos).
À parte, alourei uma chalota e um dente de alho em manteiga, introduzi o arroz (arbório, claro) e deixei-o ganhar o gosto. Juntei um bocadinho de vinho branco, que rapidamente evaporou. Fui adicionando o caldo de legumes, a pouco e pouco, até o arroz ficar al dente. Nessa altura, juntei uma colher de sopa de manteiga, duas colheres bem cheias de parmesão, e, por fim, uma colherada generosa de marcarpone.
Quanto aos camarões, foram cozidos por um minuto, descascados depois de arrefecerem, envolvidos em massa kadaïf, pincelados com manteiga e levados ao forno a dourar. Ficaram muito bons e revelaram-se ser a melhor das companhias a dar a este risotto cremoso.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O bolo de chocolate

Durante muitos anos experimentei receitas de bolo de chocolate a fio…
Mas, no dia em que provei a tarte húngara… foi paixão à primeira vista.

300 grs de chocolate
300 grs de açúcar
300 grs de margarina (uso 250 grs de manteiga)
6 ovos
2 colheres de farinha

Derrete-se o chocolate e a manteiga em banho-maria (ou no micro-ondas). Batem-se as gemas com o açúcar. Juntam-se os dois preparados e adicionam-se as claras, batidas em castelo.
Reserva-se metade desta massa para a cobertura e na restante incorporam-se duas colheres de farinha (ou apenas uma, se pretendermos que fique mais húmida). Levamos esta massa ao forno e, no final, quando arrefecer, cobrimos com a parte que reservámos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Cataplana do mar

Com a chegada do verão, o peixe ganha a liderança na minha cozinha. Grelhado, assado, cozido, frito, confitado, ao vapor, cru … de todas as formas e feitios.
Cozinhado na cataplana, o peixe mantém um suculência apreciável.
Para além do mais, como os ingredientes entram todos em cru, todos se respeitam e não há lugar a grandes interferências de sabor.

Nesta cataplana entraram 3 dos meus peixes de que mais gosto em cataplana: tamboril, cherne e salmão.
Houve ainda espaço para umas gambas (com casca e sem casca), umas amêijoas e uns aros de lula, sem esquecer, o tomate (maduro), a cebola, o alho, o pimento, o azeite, o sal, o piri-piri e, claro, uma boa mão cheia de coentros.